A partir do 20 de Março do 2020 e pelo Decreto 297/20 todo o pais ingreso num período de

isolamento social, preventivo e obrigatório.

¿Qué significa?

Você não pode sair da casa ou alojamento na cidade apenas para se fornecer dos artigos

essenciais como alimentos, artigos de limpeza e medicamentos.

Se você não cumpre as normas, comete um delito.


No caso de ter viajado para um pais onde o virus circula ou tiveste contato com

pessoa doente, você deve ficar por 14 dias isolado.

Se você tambem tiver algum dos sintomas, ligue gratis à 107.


Para mais informações, por favor envie um e-mail para turismo@buenosaires.gob.ar

Buenos Aires, onde a cidade em si é um museu de arte
Descubra o trabalho dos artistas mais reconhecidos nas ruas ou edifícios da capital argentina.

Buenos Aires é a cidade que exala arte de seus poros. Sendo um caldeirão cultural de influências europeias e latinas, a cidade tem produzido e inspirado muitos artistas aclamados que criaram os seus estilos próprios. Dezenas de museus de arte e galerias mostram o trabalho tanto de renomados como novos artistas, mas você pode ver trabalhos de muitos desses talentos da cidade ao livre, como em ruas e parques.

Apresentamos os sete artistas associados ao passado e presente da cidade e as obras para admirar durante a sua estadia.

A artista que transformou a arte em um evento e eventos em arte

A grande artista conceitual e de execução de San Telmo, Marta Minujín se tornou famosa pelo seus "acontecimentos" em Buenos Aires e diversos outros lugares do mundo: eventos que se transformam em obras de arte. Depois de ter sido influenciada pela arte pop através da amizade com Andy Warhol, ela ganhou fama internacionalmente com suas instalações vivas em que o público podia interagir, como engatinhar dentro ou deitar em cima. Minujín também é conhecida por suas grandes intervenções públicas, como cobrir o Obelisco de Buenos Aires em sorvete em 1964; construir uma Torre de Babel de 30 mil livros na Praça San Martín em 2011 e; um Panteão dos Livros Proibidos em Berlim em 2017.

Veja: Sua escultura das Nações Unidas no Parque Carlos Thays.

O homem que pintou o porto - em dois sentidos

Benito Quinquela Martín talvez foi o pintor portenho por excelência, representando a energia e o trabalho duro do porto em La Boca. Ele produziu telas vivas e vigorosas mostrando cenas de tempestades, fogos e o trabalho cotidiano dos docks e dos estaleiros dos anos 1920. Entretanto, o seu maior e mais ambicioso trabalho não foi uma pintura em tela, mas a decisão de pintar uma rua inteira, cuja iniciativa deu o pontapé ao famoso Caminito de La Boca. Junto com um grupo de colegas decidiram pintar os antigos cortiços para trazer de volta a vida uma rua abandonada. Eles escolheram o nome Caminito, o título de um tango antigo, e criaram uma obra de arte ao vivo com seus próprios mitos e lendas que tem se tornado uma das atrações mais visitadas da cidade.

Veja: Caminhe pelo Caminito, o museu ao ar livre e visite o Museu Benito Quinquela Martín que está logo ao lado, também no bairro de La Boca.

O realista pop

Antonio Berni foi um grande expoente para o realismo social da América Latina ao descrever as dificuldades dos argentinos no meio dos efeitos da industrialização. Ele também incorporou elementos de costumes tradicionais e folclore para criar uma combinação única de influências. A partir dos anos 1950 em diante ele passou a agregar influências da arte pop em seus trabalhos realistas ao usar materiais descartados para representar os arredores autênticos de seu personagem recorrente, Juanito Laguna, que reflete a vida das pessoas mais pobres da sociedade.

Veja: admire a contribuição de Berni nas pinturas das cúpulas do shopping das Galerías Pacífico.

O iconoclasta peronista

Daniel Santoro é um artista contemporâneo na Argentina tão controverso como os Irmãos Chapman ou Romero Britto. Normalmente ele mescla a sua imagem política peronista com iconografia religiosa. Nascido no bairro Constitución em 1954, ele misturou a cultura pop local com estilos orientais em suas obras como Gardel e o Samurai. Porém, ele é mais famoso por seus comentários controversos sobre a divisiva história política argentina, incluindo pinturas de Evita Perón batendo na bunda de um bebê Lenin ou comendo o corpo de Che Guevara.

Veja: O maior trabalho de Santoro é o lindo monumento de Evita olhando a famosa Avenida 9 de Julio de ambos os lados do antigo prédio do Ministério de Desenvolvimento Social.

O inventor místico

O excêntrico Xul Solar embaçou as linhas entre arte, invenção e misticismo. Também era um criador genuinamente portenho, ou seja, um escritor, ocultista, astrólogo e poliglota (ele era familiarizado com 20 idiomas e inventou duas línguas próprias). Ele estava junto com os mestres literários de Buenos Aires da primeira metade do século XX. No entanto, não era só um artista, como também um inventor ao criar o seu próprio piano (foto) e sua versão de xadrez, em que os quadrados se conectam com as constelações e os céus. A sua arte fantástica foi influenciada por seus interesses no oculto e idiomas. Xul também sonhou em transformar a sua casa em um local de encontro para artistas e criadores para ser chamada de Fundação Pan Klub. Em 1992, sua viúva Lita Cadenas fez exatamente isso ao transformar a sua casa em um museu de acordo com suas instruções.  

Veja: o Museu Xul Solar na antiga casa do artista em Recoleta, que é um reflexo de sua excentricidade.

A escultora rebelde

As esculturas sensuais de Lola Mora causaram muita polêmica na cidade durante a sua época. Uma de suas peças mais famosas, a Fonte das Nereidas, foi retirada da Plaza de Mayo devido a controvérsia causada pela mostra de corpos femininos nus, que foi transportada para Puerto Madero, então local mais afastado da cidade. Entretanto, hoje faz parte de um ponto central de um dos bairros mais ricos da cidade. Apesar da controvérsia, Mora ganhou muito reconhecimento e criou várias esculturas para o prédio do Congresso Nacional, se tornando a pioneira para mulheres artistas na Argentina.

Veja: a Fonte das Nereidas, na interseção das Ruas Tristán Achával Rodríguez e Padre Mingone.

O surrealista que pinta a cidade

Um artista que claramente tem uma preferência para intervenções públicas ao invés de museus, usando a própria cidade como sua tela é Martín Ron. Nascido na província de Buenos Aires, ele se tornou um dos melhores artistas de rua trabalhando na capital argentina. Seus projetos podem ser encontrados nas paredes dos prédios, como também em estações do metrô. Ele foi um dos primeiros a pintar obras em grande escala na cidade e levou o seu estilo hiper real ao redor do mundo, encontrando interesse e surrealismo em objetos cotidianos.

Veja: O enorme tríptico El Cuento de los Loros (O Conto dos Papagaios) na junção das Ruas Holmberg e Rivera no bairro de Villa Urquiza como um testamento do olho surreal de Ron.


A arte vive nas ruas de Buenos Aires! Conheça um pouco mais sobre nossa arte urbana.