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Breve história da carne argentina
O icônico asado nasceu nos alvoreceres do país. Bovinos britânicos, gaúchos amigos e decisões políticas escreveram a história.

A paixão dos argentinos pela carne não é nenhuma novidade. Ao contrário, nasceu nas origens. O filho de Cristóvão Colombo, o descobridor da América para os europeus, fomentou a multiplicação do gado no território invadido pelos espanhóis em 1511.

As vacas exploradoras

Do Panamá a Venezuela e da Venezuela ao Brasil, em 1556 chegaram as primeiras vacas do atual território argentino. Tinham uma raça derivada da Tronco Turdetano e foram testemunhas da segunda fundação da Cidade de Buenos Aires em 1580. Rapidamente começaram a se espalhar pelas amplas planícies e se estima que por volta do século XVIII havia 40 milhões de cabeças de gado.

A generosidade do solo e as condições climáticas ajudaram no desenvolvimento. As três raças britânicas mais comuns (Angus, Hereford e Shorthorn) melhoraram a qualidade de sua carne baseada na alimentação. A chave? Os amplos pastos. São tão vastos que em alguns casos falavam de ver "uma vaca por hectare". Qualquer um sempre podia capturar os bovinos, desde que não passasse de doze mil cabeças. Durante muitos anos o consumo da carne foi muito barato e se transformou em um prato repetido dos habitantes.

Um ritual imortal do campo

Os trabalhadores do campo, conhecidos como gaúchos, paravam o seu trabalho ao meio-dia, colocavam três ou quatro pedaços de carne em uma fogueira com paus e vinte minutos depois a comiam. Neste ato nasceram duas qualidades que identificam os argentinos. Primeiro, o asado como um momento de sociabilidade e, segundo, a devoção pela carne. Ao ter uma rápida digestão, os gaúchos repetiam o ritual várias vezes durante o dia. Porém, somente aproveitavam a língua da vaca, guardavam o sebo, a graxa e o couro. O resto da carne ficava espalhada pelo campo para os animais carniceiros.

No século XVIII, a partir dos "restos", nasceu o negócio da carne, um dos principais motores da economia argentina. Para o aproveitamento integral, a vaca era carneada, cortada em tiras e salgada. A cada dez dias era exposta ao sol e, desta maneira, vendiam o "charque". Seu gosto era consideravelmente diferente do que atualmente é conhecido como asado.

O negócio da carne 

Em plena discussão sobre o negócio da carne, muitos anos depois sucedeu o acontecimento mais trágico da história do Congresso Nacional. No dia 23 de julho de 1935, o senador da oposição, Enzo Bordabehere, que questionou o polêmico "Pacto Roca-Runciman" com o governo da Grã-Bretanha, foi assassinado. Enquanto o seu aliado Lisandro de la Torre argumentava, um ex-comissário vinculado ao Ministro da Agricultura o matou com um disparo. O acordo tinha concessões insólitas como obrigar que 85% das exportações fossem através de frigoríficos britânicos e tinha cláusulas para que somente fossem trasladados por transportes ingleses.  

Anos mais tarde, em 1982, enquanto acontecia a guerra entre argentinos e ingleses pelas Ilhas das Malvinas, o comércio entre ambas nações foi suspenso. Isto evitou que o gado dos pampas fosse contagiado pelo "mal da vaca louca". A encefalopatia espongiforme bovina causou estragos em todo o mundo e até provocou uma doença degenerativa do cérebro em algumas pessoas.

Do asado à milanesa

Atualmente, o que mais se consome não é o asado, senão a milanesa. A invenção italiana feita a base de bola de lomo (87%) é a mais repetida nas casas argentinas, seguido pelo churrasco ou bife (66%) e a tira de asado (65%). Durante 2017, o consumo per cápita de carne alcançou 118 quilos, dos quais 57,2 kg corresponde a carne bovina.

Antes mesmo da parrilla, o bife de chorizo e os asados entre amigos houve infinitas histórias. Das vacas e do país. Assim foi como se escreveu a parte mais destacada da carne na Argentina.  


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