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A arte no mundo subterrâneo
Com arte urbana por todos os cantos, o subte de Buenos Aires não poderia ser diferente.

Com arte urbana por todos os cantos, o subte de Buenos Aires não poderia ser diferente.

Buenos Aires é uma cidade onde é possível encontrar arte por todos os lados. E, claro, com o subte, ou metrô, não poderia ser diferente. Para tornar a experiência dos usuários mais agradável, este meio de transporte possui o total de 450 intervenções por parte de 200 artistas.

Diante disso, nos perguntamos, por que não relatar algumas obras que valem a pena prestar atenção em sua visita? Por isso, destacamos abaixo os temas das linhas, onde elas podem levar você e algumas sugestões de obras para prestar atenção em sua visita. Porém, não se limite às nossas recomendações, explore o mundo subterrâneo portenho, temos certeza que você irá se surpreender.

Linha: As muitas paixões e promessas portenhas 

Conhecida por ser a primeira linha de metrô da cidade e, inclusive da América Latina, a linha A tem uma temática que remete a construção da nação. Ao conectar o centro portenho ao bairro de Flores, as 18 estações contam com expressões artísticas que vão desde os povos originários, os processos imigratórios e símbolos da tradição portenha. A estação Lima, localizada na interseção oeste da Av. de Mayo e a Av. 9 de Julio tem obras de três artistas que exprimem diferentes temáticas. A primeira, de Gustavo Godoy, se chama "La Promesa" (foto), que retrata com humor e surpresa fotos antigas transformadas em novas obras de arte. Por outro lado, o mural de quadrinhos de Horacio Altuna chamado de "Gente de Buenos Aires" demonstra a diversidade dos portenhos com seus ideais, interesses, valores e paixões.  Por fim, o artista Hermenegildo Sábat contribuiu com três murais homenageando estrelas do tango chamados de "Músicos de Buenos Aires I, II e III": o primeiro exibe Julio de Caro; o próximo homenageia Astor Piazzolla e; o último mural reúne Aníbal Troilo, Homero Manzi, Enrique Santos Discépolo e Carlos Gardel.

Linha: A relação pré-colombiana e o fileteado portenho

A linha B, segunda da capital e considerada a mais movimentada, liga o centro aos demais bairros através da Av. Corrientes. Com a mais variada temática de todas, tem obras sobre a fauna e flora do país, até os povos originários passando por lembranças de momentos tristes da história argentina, como o episódio trágico da AMIA. Claro que a temática não pára por aí, com murais sobre seus bairros e, claro, o tango. Vale a pena destacar duas estações desta linha. A primeira, mais afastada do centro, Parque Chas / De los Incas, apresenta grandiosas esculturas de obras pré-colombianas com peças e imagens que mostram a simbologia desta cultura. Por outro lado, mais perto do centro, não poderíamos deixar de mencionar a estação Carlos Gardel na região do Abasto. Com nove murais, fazer uma parada nessa estação demanda prestar atenção nas diferentes técnicas usadas. Há quatro murais em pequenos mosaicos feitos pelo artista plástico Marino Santa María em uma homenagem a Carlos Gardel, o tango, a zona e a Av. Corrientes; outro mural clássico é o do renomado artista de fileteado León Untroib (foto) antes das catracas; também há a obra de Andrés Comagnucci retratando Gardel três vezes também numa técnica de fileteado; uma obra da Escola n. 22 de Agronomía mostrando uma orquestra típica de tango e; dois murais do artista uruguaio Carlos Páez Vilaró que fazem uma homenagem aos ícones portenhos.

Linha: a movimentada linha dos espanhóis

A linha C, a mais curta, com 9 estações, une os dois principais terminais de trens da cidade, Retiro e Constitución. Batizada como "a linha dos espanhóis", tem uma temática predominante das paisagens da Espanha. Além de ter sido a primeira linha a adotar o muralismo em 1934, também foi construída com capital espanhol. Através de suas obras há uma reiteração dos vínculos históricos e culturais entre argentinos e a "pátria mãe".

Com maiólicas em diversas paradas, destacamos a estação de San Juan. Nela, há murais de Martín S. Noel e Manuel Escasany. O primeiro mural possui paisagens das cidades de Zamora, Salamanca e León da província de Castilla, pontos importantes da Rota da Prata conectando o norte e o sul do país ibérico. A obra destaca essas importantes cidades através de suas construções emblemáticas. Por outro lado, também há outro com um panorama de Levante, Albacete, Múrcia e Valência em que os artistas propõem um passeio por suas ruas medievais dando a ilusão de uma só grande cidade.

Linha: o templo subterrâneo da paixão pelo futebol

A linha D, com 16 estações, une o centro, Palermo e os bairros mais afastados do noroeste da cidade. Com uma mescla do movimento muralista da década de 1930 junto com artistas contemporâneos, há obras de paisagens, costumes argentinos e marcos importantes. Ao contrário da linha anterior, esta destaca as principais tradições que ajudaram a criar a identidade nacional.  

A estação José Hernández passa embaixo da Av. Cabildo e possui algumas obras marcantes com temáticas diferentes. A primeira obra são quatro murais do artista plástico Raúl Soldi, pintor da cúpula do Teatro Colón, destacando seus esboços desta mesma época. Por outro lado, o pintor e escultor Rogelio Polesello contribuiu com as obras "Sem limites I e II", dois murais abstratos formando um díptico que, unidos, geram um efeito espelhado. Por fim, através de uma obra coletiva, de 2015, surgiu a homenagem a Lionel Messi. Os corredores e plataformas contém grandes pôsteres do jogador em diversos momentos de sua carreira, principalmente com a camiseta da Seleção argentina. Além de bolas de futebol decoradas espalhadas pelas estação, o escultor Leandro Sívori colocou uma escultura dinâmica com diferentes cenas da vida do ícone argentino, que através de distintos ângulos mostra sua trajetória.

Linha: a estação do passado e do presente

A linha E, também une o centro ao bairro de Flores e foi a última a ser construída no século XX. Com uma temática dos principais marcos da história argentina e paisagens típicas do país, esta linha conta com 15 estações. Seus murais são uma mescla de obras históricas e modernas que muitas vezes foram feitas no próprio local.

Destacamos a estação Boedo, localizada no bairro homônimo, marcado pela tradição do tango. Os murais realizados por Pedro Cueva, chamados de "Boedo e todo o céu", feitos em situ homenageiam Homero Manzi, Aníbal Troilo e célebres representantes de tango do "Grupo Boedo". Com elementos de geometria nas obras, unem o conceitos de: essência, matéria, céu, terra e energia. Em contrapartida, o mural "Boedo nos meados do século XIX", por parte do artista Alfredo Guido, mostra uma outra imagem do bairro com casas baixas, ruas de chão batido e diversos personagens cultivando frutas e hortaliças. O objetivo era conectar o passado com o presente. Finalmente, a obra "Crianças brincando" realizado pelo pintor Primaldo Mónaco mostra diferentes crianças brincando na rua com fantasias, para retratar a magia da infância.  

Linha: onde o tango e a diversidade se unem

A linha H, com 12 paradas é a mais nova de todas e do século XXI, pois une o sul e o norte da cidade passando embaixo das Avenidas Jujuy e Pueyrredón. Conta com um tema de tango lembrando os inesquecíveis cantores, músicos e compositores do gênero. Inclusive se tornou "Passeio turístico-cultural subterrâneo do tango".

Por mais que o tema principal seja o ritmo 2x4, destacamos uma parada única no mundo, pois possui a temática da diversidade sexual. Trata-se da estação Santa Fe/Carlos Jáuregui, a primeira com o nome de um ativista LGBT que lutou pelos direitos humanos. Por mais que haja uma homenagem ao cantor Osvaldo Pugliese, a estação está cheia de referências ao movimento LGBT. As escadas e entradas demonstram as cores de sua bandeira e a intervenção do artista Daniel Arzola também inclui diversos murais espalhados pela estação que representam distintos corpos, maneiras de se amar e se expressar.

Para destacarmos todas as obras subterrâneas de tirar o fôlego na capital, precisaríamos de um livro. Por isso, não há nada melhor do que explorar pessoalmente as diferentes expressões artísticas no subte portenho. Aproveite também para conhecer algumas outras obras ao ar livre que Buenos Aires tem.