A partir do 20 de Março do 2020 e pelo Decreto 297/20 todo o pais ingreso num período de

isolamento social, preventivo e obrigatório.

¿Qué significa?

Você não pode sair da casa ou alojamento na cidade apenas para se fornecer dos artigos

essenciais como alimentos, artigos de limpeza e medicamentos.

Se você não cumpre as normas, comete um delito.


No caso de ter viajado para um pais onde o virus circula ou tiveste contato com

pessoa doente, você deve ficar por 14 dias isolado.

Se você tambem tiver algum dos sintomas, ligue gratis à 107.


Para mais informações, por favor envie um e-mail para turismo@buenosaires.gob.ar

7 coisas que você vai aprender a amar de Buenos Aires
Os portenhos e seus costumes mais típicos têm um encanto que conquistam a cada viajante do mundo.

Ter a experiência de morar em outra cidade já é uma mudança e tanto. Imagina então em outro país, no caso, a capital da Argentina. Como qualquer lugar do mundo, os portenhos têm seus próprios costumes que no começo é estranho, mas com o tempo você aprende a apreciar e incorporar ao seu cotidiano.

Vai um mate ai?

A ideia do mate pode ser uma coisa de outro mundo para um brasileiro, por mais que tenhamos o chimarrão no sul do país. Porém, aqui em Buenos Aires eles levam essa tradição a um nível muito mais alto. Além da erva ser mais grossa, escura e amarga, todo o seu aparato também muda. Eles até tem uma habilidade sobrenatural de virar a térmica com o mesmo braço que segura a cuia, ou como eles a chamam, o mate.

No começo era estranho ver o consumo desta bebida o tempo todo e o dia inteiro. Imagine chegar ao parque em pleno verão, virado num poço de suor e, logo depois, alguém gentilmente lhe oferecer, “vai um mate aí?”. No começo é um “não, obrigado”. Porém, nem todas as vezes você recusa, daí a água não parece ser mais tão quente e, a erva nem mais tão amarga. De repente, você já participa da roda (anti-horária) e passa até a pedir quando não lhe oferecem.

A maneira acalorada de se cumprimentar

Se você vai para diferentes partes do Brasil, você cumprimenta com um, dois ou até três beijos no rosto. Porém em muitos casos, num cenário mais profissional você daria um aperto de mão firme ou um seco "bom dia" de longe. Esse não é o caso dos portenhos, para nada. Aqui todos se cumprimentam com um beijo no rosto e, quando eu falo todos, é todos.

Quando um amigo veio me visitar em Buenos Aires, fomos a um restaurante. Na saída ele quis agradecer o garçom pelo serviço, então lhe estendeu a mão, ganhou um puxão de braço e, pimba! Ganhou o seu primeiro beijo no rosto de sua vida. A sua reação foi imperdível. Com o tempo e depois de ver isso todos os dias, já não é algo fora do comum.

Che, que boludo!

O castelhano portenho é uma coisa de outro mundo. Se você acha que fala espanhol, venha a Buenos Aires e veja que tudo que aprendeu na escola não se aplica aqui. Além do sotaque carregado, como em nenhum outro lugar hispanofalante, eles têm as suas próprias palavras para tudo. Vinculado ao ciclo migratório do país, o lunfardo é uma mescla de espanhol com os diversos outros idiomas dos imigrantes, principalmente o italiano.

É comum escutar um “che” para começar a conversa com alguém, sem falar no “que boludo”, que tem tantas variações de significado que dependendo da entonação pode ser ofensivo ou não. Gosta muito de algo? Você falaria, “re me copa”, (com o “r” do “re” bem enrolado). Sem falar nos pibes e as pibas daqui, que são os homens e as mulheres. Você se dá conta que começou a incorporar esse vocabulário quando o “che, que boludo” sai da forma mais natural possível e todos olham para você e falam que já “sos un porteño”.

Até que a morte os separe

Se você acha o mate amargo, espera para tomar o Fernet. Trata-se de um licor que misturam com coca e gelo. Há alguns que até dizem que, “o Fernet é tão amargo quanto a vida”. Considerada a bebida nacional, por mais que veio da Itália, o Fernet é o “queridinho” daqui. Não sei o porquê disso, mas essa é a bebida número 1 deles para qualquer festa.

Ir a uma barra, ou balcão de bar, você perceberá a decoração mais variada de licores e vermouths, mas de longe a estrela deles é o Fernet. A primeira vez que você toma é um espécie de, “que coisa horrível, me lembra biotônico Fontoura”, para depois, você colocar um pouco mais de coca e o gosto não ser tão ruim assim e, terminar numa festa fazendo uma jarra de Fernet para todos.

Porque usar o forno se temos uma parrilla?

De fato a carne argentina é a melhor do mundo. Com seus cortes bizarros e diferentes do Brasil, fazer um asado (churrasco) faz parte do cotidiano. No começo ir a carnicería (açougue) era uma aventura, por querer experimentar todos os tipos de cortes diferentes para escolher um favorito. A parrilla (churrasqueira) argentina, também é distinta, pois eles tem todo um sistema de grelha que sobe e desce por uma manivela.

Após uma bela janta ou almoço, você até começa a aplaudir o asador, um costume bem portenho. No começo o asado também só acontece em uma reunião de amigos. Depois de um tempo, acender o fogo com o carvão e esperar meia hora para começar a fazer a sua refeição para dois (depois de um dia inteiro fora), também já não parece mais tanto tempo. De repente, quando você vê, o forno da cozinha cai em desuso.

Um estilo de vida tarde

Tudo em Buenos Aires acontece tarde. Desde o horário pico do metrô às 9h para o pessoal começar a trabalhar às 10, até a hora de almoçar que acontece pelas 13h30 e 14h. Para um brasileiro, almoçar depois do meio-dia não é tão comum e no começo foi sofrido. Depois de incorporar um café da manhã mais tarde e o um lanchinho no meio da manhã, que corresponde ao horário que você almoçaria, comer tão tarde não ficou tão ruim assim.

Entretanto, o estilo de vida tarde, não para por aí. A janta normalmente sai pelas 22h. Sem falar que as baladas, chamadas de boliches começam a bombar somente depois das 2h da manhã. Aguentar tanto tempo para curtir a noite portenha é para os fortes e com muito Fernet na veia. O mesmo ciclo se repete no próximo dia, que vira semana e depois ano. É tudo uma questão de hábito.

O mundo pára quando tem futebol

Normalmente o tópico sensível de uma conversa entre um brasileiro e um argentino é o futebol. Porém, a paixão portenha pelos seus clubes é uma coisa impressionante. No começo era estranho estar em casa e escutar a galera festejando um gol com três segundos de diferença. O grande choque foi quando a Argentina se classificou para a Copa em que a festa era tanta que eu achei que o prédio ia desabar.

Outro episódio emblemático foi quando um time daqui derrotou outro brasileiro na Sul Americana e começaram a se juntar no Obelisco, justamente quando eu estava perto. Era gente fazendo festa no teto de ônibus, abraçados, com a bandeira do time e cantando hinos. O futebol daqui representa toda a intensidade dos portenhos na sua essência. É meio que obrigatório você escolher o seu time do coração e passar a gritar os "gols" junto com todo mundo.